Friday, June 23, 2006

NEAM – Uma oportunidade de vida

Aulas para 30 adolescentes, curso de informática, creches para 200 crianças, aulas de inglês, estágios que podem se tornar empregos, projeto educativo que ensina a importância do papel reciclado, atuação em 26 comunidades do Rio de Janeiro, isto é o NEAM (Núcleo de Estudo e Ação sobre o Menor), projeto social que comemora25 anos e vem durante todo esse tempo construindo um futuro mais promissor para milhares de jovens carentes.
O NEAM nasceu pela ação de professores da PUC-Rio, que achavam que uma grande universidade poderia, com a colaboração dos alunos, ajudar crianças e adolescentes de baixa renda. A professora e mestre em psicosociologia pela UFRJ, Marina Lemette Moreira, fundadora e diretora do NEAM, afirma que o mais importante do projeto é a inclusão social e a possibilidade de poder mudar o futuro de algumas crianças que poderiam seguir um caminho diferente.
— Temos dois prédios na Rocinha para cuidar das crianças e salas de aula na PUC para os adolescentes. Essas aulas são dadas pelos próprios alunos da faculdade.Se os alunos tiverem com dúvida em matemática, vem algum aluno que goste de matemática e tira as dúvidas deles. E o aluno que vem dar a aula não recebe nada em troca, ou melhor, recebe o carinho e o respeito dos seus alunos – exalta Marina.
Durante todos esses anos o NEAM passou a ser conhecido pelo governo do estado e fez convênios com diversas empresas. Um dos principais foi o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que permitiu principalmente a construção dos dois prédios na Rocinha. O curso de inglês Cultura Inglesa e o Clube de Regatas Flamengo cedem respectivamente aulas de inglês de graça e o ginásio poliesportivo.
Um exemplo do sucesso do NEAM é o cinegrafista Jorge Paulo de Araújo, 31 anos. Jorge estudava no Colégio Paula Brito, na Rocinha, quando o representante do projeto pediu que professora selecionasse alguns alunos. A partir daí ele teve sua vida transformada. Foi selecionado pela professora e começou sua história no NEAM. Jorge diz que teve muitas dificuldades e que chegou a pensar em desistir várias vezes, pórem sempre tinha amigos que lhe davam apoio e não deixavam (concordância/os amigos) ele desanimar.
— Eu entrei no projeto com 16 anos, estudava no colégio e depois ia pra PUC, só tinha tempo livre no final de semana. Às vezes olhava meus amigos da comunidade indo jogar bola, soltar pipa e eu tinha que ir estudar – comenta Jorge.
Hoje, depois de 15 anos “adotado” pela universidade, ele percebe o quanto foi bom ter se dedicado bastante. Ganhou de início um emprego no CETUC (Centro de Estudos em Telecomunicações) e agora é cinegrafista no Projeto Comunicar da PUC.
— O NEAM, para mim, foi uma oportunidade de vida. Se não fosse pela colaboração destas pessoas não sei o que eu seria hoje. Eu e um monte de amigos que trabalham aqui na universidade saímos de lá – diz, emocionado, Jorge.

Friday, June 09, 2006


Queda de galho na Gávea quebra dois carros

Um enorme galho de árvore atingiu ontem, por volta de 1h30 da madrugada, um Celta e um Land Rover na Rua Frederico Eyer, na altura do número 83, no bairro da Gávea. Segundo testemunhas, os carros estavam estacionados quando um caminhão de entulhos passou e um dos seus ganchos agarrou no galho quebrando-o. Não houve feridos.

Zoé Freitas, a dona do Celta, o carro mais destruído no acidente - o galho entrou pelo vidro da frente, quase saiu pela porta e quebrou todo o painel - explicou que sempre estaciona o carro em frente de casa e que o caminhão de entulho nunca teve problemas na rua, apesar do grande número de árvores. Ela também se diz “sortuda” porque o acidente não fez nenhuma vítima.

— Eu estava dormindo quando escutei o barulho. Achei que fosse o caminhão de lixo, mas meu marido acordou e foi ver o que havia acontecido. Ainda bem que não tinha ninguém no carro e nem passando pela rua, senão o pior poderia ter acontecido – disse Zoé.

A empresa que administra a coleta de entulhos na região, Real Entulhos, já garantiu que vai cobrir todo o gasto do conserto dos dois carros. Essa empresa é conhecida dos moradores, que nunca haviam feito alguma reclamação sobre o trabalho prestado na rua. “Acidentes acontecem”, afirmou o motorista do caminhão causador do acidente.
O dono do Land Rover, Sérgio Mendes, não quis falar sobre o acontecimento. Seu carro teve o teto parcialmente amassado. Logo depois do ocorrido Sérgio já providenciou o reparo.
Bolão da PUC

Copa do Mundo sem o famoso “bolão” não tem a mesma graça. Foi o que pensou Alberto Alves, 19 anos e aluno do curso de publicidade da PUC, organizador de um super- bolão entre os alunos dos cursos de Comunicação Social, Direito e Administração. Com regras e tabelas com todos os jogos da copa, o bolão começou um mês antes do início da Copa e desde então não se fala em outra coisa no Pilotis da PUC.

As regras do jogo são bem simples. Alberto se baseou em outros “bolões” dos quais já havia participado e de “bolões” da Internet. Em seu bolão, as apostas serão feitas apenas nos jogos da primeira fase e os apostadores ainda podem indicar os classificados de cada grupo e o artilheiro do Brasil durante a primeira fase.

─ O bolão seria da Copa inteira. No entanto, as finais serão realizadas no período de férias e ai ficaria muito difícil de pegar os palpites de todo mundo e ainda entregar o prêmio ao vencedor ─ explica o estudante.

Em relação aos grandes favoritos para conquistar a taça parece não haver muito mistério. Brasil, Alemanha, Argentina e França aparecem como os grandes candidatos dos apostadores, mas Alberto aponta em candidatos que podem surpreender:

─ É claro que o Brasil é favorito. As seleções que já venceram a Copa, como Itália e Alemanha, também são. Mas eu apostaria também na República Tcheca e na Ucrânia. O Irã pode ser a zebra da copa ─ comenta o estudante, que apesar de ser o organizador, também dá os seus palpites, só não aposta.

Com aproximadamente 40 participantes e com uma taxa de inscrição de R$ 5,00, o bolão promete um prêmio de R$ 200,00 para quem acertar o maior número de resultados.Resta agora analisar a tabela, ver o resultado dos amistosos e caprichar no palpite.

Friday, June 02, 2006

Qualidade que faz a diferença

Na Gávea e em qualquer bairro da Zona Sul existem muitos restaurantes caros e famosos. Porém, é um restaurante com o preço popular que vem fazendo grande sucesso no bairro. O Bandejão da PUC está diariamente cheio. Fechado no final de semana, serve entre segunda e sexta-feira aproximadamente 1.400 refeições por dia para alunos, funcionários e clientes que vêm de fora da universidade.
Controlado pelo grupo Sodexho Brasil, presente na PUC há 16 anos, seu atrativo é uma boa variedade de refeições . Diferentes dos restaurantes self-service, o bandejão oferece uma vasta opções de cardápios: “Tradicional” e “O Braseiro” servem os principais pratos (feijão, arroz, saladas variadas), um terceiro prato, e pelo menos dois diferentes tipos de carnes. Natureza em Forma e Strollers são as opções dos clientes que querem comer pouco. O cardápio “Natureza em Forma” serve pratos diets com arroz integral e muitos legumes e verduras. O “Strollers” serve lanches. Os clientes podem se servir e beber a vontade, com direito a sobremesa. Tudo isso por apenas R$5,50 para os estudantes e funcionários da PUC e R$7,00 para quem é de fora. ─ Aqui se paga pouco e come muito!, disse Cláudio, guarda municipal que sempre reúne seus companheiros de trabalho para almoçar no bandejão.
─ Meus amigos vão até o shopping comer lá. Fala sério! Pagar 10 reais para comer no Mc Donnald’s?, complementa Daniel, aluno do curso de História.
Segundo Marina Souza, gerente do restaurante, alguns alunos dão trabalho porque querem comer muito. Para ela isso é uma forma de elogio.
─ Tem gente aqui que quer pegar dois pratos para poder pegar uma maior variedade. Outros insistem em pedir mais do que o permitido. Já vi até quem esconde o bife debaixo do arroz e feijão!, diz, sorrindo.
Roça In Rio esquenta o final de semana na Gávea

Começa nesta sexta-feira, dia 2, e vai até domingo, 4, no Jockey Club da Gávea, o Arraial da Providência, também conhecido como Roça In Rio. O evento mistura apresentações de artistas populares da música brasileira com atrações típicas das festas juninas. O objetivo da festa é arrecadar fundos para os projetos sociais do Banco da Providência, organizador do evento.

Em sua terceira edição, o Roça In Rio, em clima de Copa do Mundo, vestirá as cores do Brasil. Na tarde de sexta-feira será organizado um pequeno torneio de futebol envolvendo atletas e artistas. Quadrilhas, comidas típicas e as tradicionais brincadeiras, como a pescaria, também estão na programação. Um aumento de público é esperado pela organização. Em 2004, 20.860 pessoas prestigiaram o evento. Esse ano a estimativa é de que 25 mil pessoas comparecerão à festa.

Todo o dinheiro arrecadado no arraial será destinado às obras sociais mantidas pelo Banco da Providência. O banco é a maior instituição filantrópica da Arquidiocese do Rio de Janeiro e promove projetos de inclusão social em comunidades onde a maioria da população vive abaixo da linha de pobreza. A entidade atua em 84 comunidades, chegando até cerca de 50 mil pessoas por ano. Criado em 1959 por Dom Hélder Câmara, mantém também os Centros de Providência e Capacitação para o Trabalho, no Engenho Novo e em Realengo. O objetivo desses centros é capacitar jovens e moradores das comunidades carentes para o mercado de trabalho. Além dos centros, o banco apóia o Ambulatório da Providência, localizado em São Cristóvão, que presta assistência nas áreas médicas, social, odontológica e psicológica a pessoas extremamente pobres e a moradores de rua.

“É uma festa junina direcionada ao público A e B, principalmente da Zona Sul carioca, que tem um tratamento diferenciado, com produção esmerada, brincadeiras, comidas e atrações regionais típicas”, explica Érika Stambovski, funcionária da gerência de marketing do banco . Na noite de sexta-feira a principal atração é o cantor Dudu Nobre, no sábado sobem ao palco a cantora Isabella Taviani e o grupo de pop-rock Dibob. Por fim, no domingo se apresenta o cantor Gabriel, o Pensador.
PUC com menos “amor”

A lanchonete “Mais Amor”, localizada na Rua Marquês de São Vicente, ao lado da PUC, fechou às portas em dezembro do ano passado. O estabelecimento, que era muito freqüentado pelos alunos da PUC durante os intervalos entre uma aula e outra, era uma espécie de “point” dos jovens estudantes que iam lá especialmente para degustar um delicioso açaí.
Além de o açaí ser muito bom, outro atrativo era o preço. O copo de açaí de 500ml, por exemplo, custava R$ 1,00 mais barato do que o açaí vendido no Fastway, lanchonete que fica no Pilotis da PUC. Tal atrativo contribuía mais ainda para o sucesso do "Mais Amor”.
No entanto, de forma inesperada, uma notícia pegou os fiéis consumidores de surpresa. Os empregados da lanchonete anunciaram que a loja iria fechar e transferir-se para o Barrashopping. Os freqüentadores ficaram sem entender como uma lanchonete que vivia lotada e que, por isso, deveria dar muito lucro, fecharia as portas.
Para Chaiana Furtado, 18 anos e aluna do curso de Comunicação Social da PUC,o fim do “Mais Amor” foi uma notícia triste e surpreendente. Freqüentadora assídua do estabelecimento, ela sente saudades do delicioso açaí.
─ Realmente o açaí deles era o melhor e o mais barato. Não consigo entender porque fechou. Eu não gosto do açaí do Fastway e o que fica vendendo lá fora, na porta da Puc, é de procedência duvidosa e tem muitas abelhas em volta do local ─ relata a estudante.
O motivo para o repentino fechamento do estabelecimento é explicado por Leandro Firmino, 27 anos, que trabalhou durante cinco anos no “Mais Amor” ao lado da PUC e agora trabalha nas novas filiais na Barra e no shopping Rio Sul. ─ Realmente ali na PUC o movimento era muito bom. O motivo da mudança foi que o dono não estava mais agüentando os prejuízos que as férias provocavam. As férias de fim de ano da PUC duram aproximadamente três meses e, durante este período, a loja ficava praticamente vazia. A clientela do “Mais Amor” era formada praticamente por alunos da faculdade. Ai o dono preferiu por se mudar para o shopping, pois lá o movimento dura a semana inteira.
Apesar do fim do grande concorrente, o Fastway, com seu açaí um real mais caro, e a barraca em frente a PUC, com o açaí repleto de abelhas, não tiveram um grande aumento nas vendas. Parece que os freqüentadores da antiga lanchonete ainda não encontraram um novo amor.

Pai do fotojornalismo brasileiro em exposição na Gávea

O Instituto Moreira Salles (IMS), na Gávea, mostra, até 18 de junho, o acervo fotográfico de José Medeiros (1921-1990), recém adquirido pela instituição. São 12 fotografias e um vídeo com imagens de cerca de 20 mil negativos de Medeiros, um dos mais importantes fotógrafos brasileiros do século XX e considerado por muitos o pai do fotojornalismo no país.

O IMS foi fundado por Walther Moreira Salles (1912-2001) em 1990, com a finalidade de promover e desenvolver programas culturais. Mantido pelo Unibanco, o IMS controla também as redes de cinema Unibanco Arteplex e Espaços Unibanco de Cinema. Além do Rio de Janeiro, o IMS mantém centros culturais em São Paulo, Belo Horizonte e Poços de Caldas, que trabalham de maneira integrada. As redes de cinema e os centros culturais, em conjunto, constituem o maior complexo privado dedicado à cultura no Brasil.

Localizado na Rua Marquês de São Vicente, 476, o IMS-Rio é o maior centro cultural do grupo e ocupa uma área de 10.500 m2 em uma casa que foi residência da família Moreira Salles. A casa abriga salas de exposição, salas de aula, auditório, loja de artes, biblioteca, cafeteria, ateliê, e dependências para hóspedes. No mesmo espaço, encontram-se também a Reserva Técnica Fotográfica e a Reserva Técnica Musical, que preserva obras de artistas como Pixinguinha e Antonio D’Áuria, grande músico do choro paulista.

José Medeiros trabalhou por 15 anos na revista O Cruzeiro e promoveu uma pequena revolução no fotojornalismo da publicação, que até então trazia fotos sensacionalistas e de pouca qualidade. Em entrevista ao site (www.ims.com.br) da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Sérgio Bruni, coordenador do setor de fotografia do IMS, disse: “Ele foi um fotógrafo excepcional e o primeiro brasileiro a atuar em O Cruzeiro, revista em que os fotógrafos colaboradores eram predominantemente estrangeiros”. Fascinado pela cultura dos negros e índios, Medeiros fez trabalhos incríveis que documentam todo o ritual da religião afro-brasileira, o que rendeu um livro de título Candomblé. Viveu por alguns períodos com tribos de índios no interior do país, fotografando e estudando as características desses povos. Depois de sair de O Cruzeiro, se envolveu com projetos no cinema, trabalhando na fotografia de obras clássicas como, Memórias do Cárcere e Xica da Silva.

Também em entrevista ao site da ABI, o cineasta Cacá Diegues, comentou o trabalho de Medeiros: “É um dos nosso mais brilhantes, modernos e inteligentes fotógrafos. Saltou por cima de sua geração de fotógrafos corretos e acadêmicos, inventando um estilo pessoal, cheio de poesia, inspiração e improvisação, criando uma estrutura técnica absolutamente livres de dogmas”.
A maior torcida do Brasil está na Gávea

Por que o Clube de Regatas do Flamengo tem sua sede no bairro da Gávea e não no bairro do Flamengo? O que a Gávea tem de melhor para ter a sede do clube de maior torcida do Brasil?
A maioria dos flamenguistas já deve ter se perguntado isto antes. Essa relação entre o Flamengo e a Gávea tem muitos anos. Em 1920, o Flamengo havia comprado dois prédios no bairro do Flamengo para construir ali sua sede de futebol junto com a náutica. Porém, pouco depois da compra, o então prefeito do Rio de Janeiro, Antônio Prado Jr., ofereceu uma área de 34 mil metros quadrados na Gávea. Com esta oferta tentadora, o Flamengo imediatamente hipotecou os prédios recém-comprados e partiu para a Gávea, onde construir sua sede num dos lugares mais privilegiados do Rio de Janeiro, à beira da lagoa Rodrigo de Freitas e aos pés do Cristo Redentor. Em 1937, o Estádio foi inaugurado com o nome de José Bastos Padilha, o presidente do clube na época, e com capacidade para nove mil pessoas. A construção deste estádio tornou a Gávea um bairro ainda mais nobre e com grande especulação imobiliária.
Hoje em dia, o Flamengo procura fazer da Gávea um bairro melhor através de seus projetos sociais. Dois deles são com a PUC: o NEAM (Núcleo de Estudo e Ação sobre o Menor) e a doação de bolsas para esportistas do clube. O primeiro é um projeto que busca, através de estudos, conhecer a problemática do menor abandonado e assim encontrar alternativas para ajudá-los. O segundo é basicamente a doação de bolsas de estudo para atletas. Dependendo das notas e das conquistas que o atleta vem conseguindo, a bolsa pode chegar a ser integral. A vantagem destes programas com a PUC é a curta distância: os dois ficam localizados na Gávea, o que facilita o transporte de um lugar para o outro.
Outros dois projetos sociais são o Fla-criança, que consiste em oferecer as crianças carentes de escola pública atividades esportivas grátis, e uma parceria com a escola de samba Acadêmicos da Rocinha, na qual o clube cede a piscina às crianças para aulas de natação.
O mais novo investimento que o Flamengo vai fazer no bairro é a construção de um complexo que contará com um shopping, cinemas e restaurantes. Este projeto estava esperando autorização do prefeito César Maia e foi liberado no final do ano passado. Será a construção de um novo estádio, com capacidade de 25 mil lugares e de um ginásio que no projeto também poderá abrigar shows.

Em busca de um lar

Passar no vestibular é sinal de missão cumprida. Pronto, uma etapa da vida já foi encerrada e outra estar por vir. Depois da confirmação da matricula é chegada à hora de aproveitar umas férias e esperar as aulas iniciarem sem mais nenhuma preocupação. Mas e para aqueles que passam no vestibular para faculdades em outros estados? Eles não têm descanso: precisam se preocupar em arrumar uma moradia perto da faculdade ou quem sabe ter sorte e arranjar um parente que more por lá.

A busca por um apartamento para alugar nem sempre é uma missão fácil de ser realizada. Ainda mais se for por nas proximidades da PUC. Encontrar um apartamento bom e barato disponível perto da faculdade é tarefa muitíssimo complicada. A saída é tentar achar outra pessoa que more fora do Rio e que esteja nas mesmas condições que você. Foi exatamente o que aconteceu com Gabriela Pacheco, 19 anos, aluna do curso de Comunicação Social e moradora de Petrópolis.

Gabriela teve sorte: . Tinha passado para o segundo semestre e só resolveu se preocupar com a moradia no dia em que foi realizar a matrícula. Com seus pais, ela visitou vários apartamentos e pensões, mas o alto preço do aluguel tornou a busca sem sucesso. A família Pacheco já estava prestes a desistir e retornar para Petrópolis, quando Gabriela encontrou Talita, uma antiga amiga que já estava cursando Desenho Industrial na PUC.

Talita estava morando sozinha e á procura de alguém para dividir o apartamento. Gabriela achou perfeito e na semana seguinte já estava providenciando a mudança.

– Toda vez que eu conto essa história minha mãe fala que foi uma obra do destino eu ter encontrado a Talita naquele dia na Puc – conta a universitária.

Se o destino, como diria sua mãe, ajudou Gabriela a conseguir um lugar para morar, a família foi que garantiu a moradia de Juliana Cavalcanti, 19 anos e aluna do curso de Jornalismo da Puc.

Moradora do Recife, Juliana não fazia idéia de como iria morar no Rio de Janeiro sozinha e sem conhecer nada da cidade. A jovem aspirante à jornalista estava até em dúvida se faria ou não o vestibular para as faculdades do Rio. Até que sua tia, moradora da Gávea, disse: “Se você passar para a PUC, você pode morar comigo”.

–Ai ficou fácil. Prestei o vestibular, passei e vim morar com minha tia na Gávea. – conta a pernambucano radiante.

O destino e a sorte de ter um parente morando perto da faculdade ajudam muito. O problema é quando nenhum dos dois resolve colaborar.

Rodrigo Santos, 20 anos, aluno do curso de Administração e morador de Macaé, penou para conseguir um apartamento. Procurou por cerca de um mês até conseguir uma vaga em uma casa com mais quatro jovens. A experiência de dividir uma casa com outros quatro rapazes durou apenas um mês e Rodrigo voltou a procurar um teto para morar.

–Era muito homem junto. Muita desordem e o barulho não dava pra eu me concentrar para estudar – relata Rodrigo, que após outras duas tentativas hoje mora sozinho em um apartamento na Marques de São Vicente.

– Eu até que gostaria de dividir o apartamento. Pagar sozinho o aluguel é complicado, mas pelo menos aqui eu tenho sossego para estudar.