Friday, June 02, 2006

Em busca de um lar

Passar no vestibular é sinal de missão cumprida. Pronto, uma etapa da vida já foi encerrada e outra estar por vir. Depois da confirmação da matricula é chegada à hora de aproveitar umas férias e esperar as aulas iniciarem sem mais nenhuma preocupação. Mas e para aqueles que passam no vestibular para faculdades em outros estados? Eles não têm descanso: precisam se preocupar em arrumar uma moradia perto da faculdade ou quem sabe ter sorte e arranjar um parente que more por lá.

A busca por um apartamento para alugar nem sempre é uma missão fácil de ser realizada. Ainda mais se for por nas proximidades da PUC. Encontrar um apartamento bom e barato disponível perto da faculdade é tarefa muitíssimo complicada. A saída é tentar achar outra pessoa que more fora do Rio e que esteja nas mesmas condições que você. Foi exatamente o que aconteceu com Gabriela Pacheco, 19 anos, aluna do curso de Comunicação Social e moradora de Petrópolis.

Gabriela teve sorte: . Tinha passado para o segundo semestre e só resolveu se preocupar com a moradia no dia em que foi realizar a matrícula. Com seus pais, ela visitou vários apartamentos e pensões, mas o alto preço do aluguel tornou a busca sem sucesso. A família Pacheco já estava prestes a desistir e retornar para Petrópolis, quando Gabriela encontrou Talita, uma antiga amiga que já estava cursando Desenho Industrial na PUC.

Talita estava morando sozinha e á procura de alguém para dividir o apartamento. Gabriela achou perfeito e na semana seguinte já estava providenciando a mudança.

– Toda vez que eu conto essa história minha mãe fala que foi uma obra do destino eu ter encontrado a Talita naquele dia na Puc – conta a universitária.

Se o destino, como diria sua mãe, ajudou Gabriela a conseguir um lugar para morar, a família foi que garantiu a moradia de Juliana Cavalcanti, 19 anos e aluna do curso de Jornalismo da Puc.

Moradora do Recife, Juliana não fazia idéia de como iria morar no Rio de Janeiro sozinha e sem conhecer nada da cidade. A jovem aspirante à jornalista estava até em dúvida se faria ou não o vestibular para as faculdades do Rio. Até que sua tia, moradora da Gávea, disse: “Se você passar para a PUC, você pode morar comigo”.

–Ai ficou fácil. Prestei o vestibular, passei e vim morar com minha tia na Gávea. – conta a pernambucano radiante.

O destino e a sorte de ter um parente morando perto da faculdade ajudam muito. O problema é quando nenhum dos dois resolve colaborar.

Rodrigo Santos, 20 anos, aluno do curso de Administração e morador de Macaé, penou para conseguir um apartamento. Procurou por cerca de um mês até conseguir uma vaga em uma casa com mais quatro jovens. A experiência de dividir uma casa com outros quatro rapazes durou apenas um mês e Rodrigo voltou a procurar um teto para morar.

–Era muito homem junto. Muita desordem e o barulho não dava pra eu me concentrar para estudar – relata Rodrigo, que após outras duas tentativas hoje mora sozinho em um apartamento na Marques de São Vicente.

– Eu até que gostaria de dividir o apartamento. Pagar sozinho o aluguel é complicado, mas pelo menos aqui eu tenho sossego para estudar.

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