Pai do fotojornalismo brasileiro em exposição na Gávea
O Instituto Moreira Salles (IMS), na Gávea, mostra, até 18 de junho, o acervo fotográfico de José Medeiros (1921-1990), recém adquirido pela instituição. São 12 fotografias e um vídeo com imagens de cerca de 20 mil negativos de Medeiros, um dos mais importantes fotógrafos brasileiros do século XX e considerado por muitos o pai do fotojornalismo no país.
O IMS foi fundado por Walther Moreira Salles (1912-2001) em 1990, com a finalidade de promover e desenvolver programas culturais. Mantido pelo Unibanco, o IMS controla também as redes de cinema Unibanco Arteplex e Espaços Unibanco de Cinema. Além do Rio de Janeiro, o IMS mantém centros culturais em São Paulo, Belo Horizonte e Poços de Caldas, que trabalham de maneira integrada. As redes de cinema e os centros culturais, em conjunto, constituem o maior complexo privado dedicado à cultura no Brasil.
Localizado na Rua Marquês de São Vicente, 476, o IMS-Rio é o maior centro cultural do grupo e ocupa uma área de 10.500 m2 em uma casa que foi residência da família Moreira Salles. A casa abriga salas de exposição, salas de aula, auditório, loja de artes, biblioteca, cafeteria, ateliê, e dependências para hóspedes. No mesmo espaço, encontram-se também a Reserva Técnica Fotográfica e a Reserva Técnica Musical, que preserva obras de artistas como Pixinguinha e Antonio D’Áuria, grande músico do choro paulista.
José Medeiros trabalhou por 15 anos na revista O Cruzeiro e promoveu uma pequena revolução no fotojornalismo da publicação, que até então trazia fotos sensacionalistas e de pouca qualidade. Em entrevista ao site (www.ims.com.br) da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Sérgio Bruni, coordenador do setor de fotografia do IMS, disse: “Ele foi um fotógrafo excepcional e o primeiro brasileiro a atuar em O Cruzeiro, revista em que os fotógrafos colaboradores eram predominantemente estrangeiros”. Fascinado pela cultura dos negros e índios, Medeiros fez trabalhos incríveis que documentam todo o ritual da religião afro-brasileira, o que rendeu um livro de título Candomblé. Viveu por alguns períodos com tribos de índios no interior do país, fotografando e estudando as características desses povos. Depois de sair de O Cruzeiro, se envolveu com projetos no cinema, trabalhando na fotografia de obras clássicas como, Memórias do Cárcere e Xica da Silva.
Também em entrevista ao site da ABI, o cineasta Cacá Diegues, comentou o trabalho de Medeiros: “É um dos nosso mais brilhantes, modernos e inteligentes fotógrafos. Saltou por cima de sua geração de fotógrafos corretos e acadêmicos, inventando um estilo pessoal, cheio de poesia, inspiração e improvisação, criando uma estrutura técnica absolutamente livres de dogmas”.
O Instituto Moreira Salles (IMS), na Gávea, mostra, até 18 de junho, o acervo fotográfico de José Medeiros (1921-1990), recém adquirido pela instituição. São 12 fotografias e um vídeo com imagens de cerca de 20 mil negativos de Medeiros, um dos mais importantes fotógrafos brasileiros do século XX e considerado por muitos o pai do fotojornalismo no país.
O IMS foi fundado por Walther Moreira Salles (1912-2001) em 1990, com a finalidade de promover e desenvolver programas culturais. Mantido pelo Unibanco, o IMS controla também as redes de cinema Unibanco Arteplex e Espaços Unibanco de Cinema. Além do Rio de Janeiro, o IMS mantém centros culturais em São Paulo, Belo Horizonte e Poços de Caldas, que trabalham de maneira integrada. As redes de cinema e os centros culturais, em conjunto, constituem o maior complexo privado dedicado à cultura no Brasil.
Localizado na Rua Marquês de São Vicente, 476, o IMS-Rio é o maior centro cultural do grupo e ocupa uma área de 10.500 m2 em uma casa que foi residência da família Moreira Salles. A casa abriga salas de exposição, salas de aula, auditório, loja de artes, biblioteca, cafeteria, ateliê, e dependências para hóspedes. No mesmo espaço, encontram-se também a Reserva Técnica Fotográfica e a Reserva Técnica Musical, que preserva obras de artistas como Pixinguinha e Antonio D’Áuria, grande músico do choro paulista.
José Medeiros trabalhou por 15 anos na revista O Cruzeiro e promoveu uma pequena revolução no fotojornalismo da publicação, que até então trazia fotos sensacionalistas e de pouca qualidade. Em entrevista ao site (www.ims.com.br) da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Sérgio Bruni, coordenador do setor de fotografia do IMS, disse: “Ele foi um fotógrafo excepcional e o primeiro brasileiro a atuar em O Cruzeiro, revista em que os fotógrafos colaboradores eram predominantemente estrangeiros”. Fascinado pela cultura dos negros e índios, Medeiros fez trabalhos incríveis que documentam todo o ritual da religião afro-brasileira, o que rendeu um livro de título Candomblé. Viveu por alguns períodos com tribos de índios no interior do país, fotografando e estudando as características desses povos. Depois de sair de O Cruzeiro, se envolveu com projetos no cinema, trabalhando na fotografia de obras clássicas como, Memórias do Cárcere e Xica da Silva.
Também em entrevista ao site da ABI, o cineasta Cacá Diegues, comentou o trabalho de Medeiros: “É um dos nosso mais brilhantes, modernos e inteligentes fotógrafos. Saltou por cima de sua geração de fotógrafos corretos e acadêmicos, inventando um estilo pessoal, cheio de poesia, inspiração e improvisação, criando uma estrutura técnica absolutamente livres de dogmas”.

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